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MACÁRIO "O PENITENTE"

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MACÁRIO "O PENITENTE"

Mensagem  Raven Visago em Sab Nov 15, 2014 7:26 am

Diário de Maria Quaresma "a Erudita”

Estranhamente Macário não costuma falar de seu passado. Porém quando Ayzebel relatou a ele uma visão sobre sua vida passada o Mestre nesta rara vez, conta o que viveu em Cartago e que durante a terceira Guerra Púnica, quando Cipião Emiliano tomou a cidade, ele e seu Mestre haviam viajado para o Egito. No Egito tiveram problemas com os Seguidores de Set e os Assamitas e durante um encontro deles seu Mestre foi despedaçado e que ele havia entrado no estado de torpor pelos ferimentos. Acordou muito tempo depois pelo ato generoso de um cristão chamado Macário e que aprendeu tudo sobre o cristianismo com o Bispo Macário do Egito, assim Macário adotou o nome do seu bom samaritano. Não lembrava mais do passado em Cartago, apenas algumas imagens nutriam a imaginação sem elucidar nada do que havia visto ou sentido naquela época. Ás vezes imagens mais claras mostravam festas e orgias, banquetes, vinho e sangue correndo nos pescoços nus de humanos bêbados que serviam seus mestres cainitas. Depois do Egito Macário esteve em Jerusalém onde fez penitência de sangue juntando-se a um grupo de cainitas arrependidos que buscavam se livrar da besta. Depois de alguns dias foram descobertos e caçadores de vampiros liderados por um Assamita chamado Al Cashamarun massacram a maioria dos abnegados cainitas. Macário acaba sendo ajudado por uma menina cega que lhe indica a casa dos leprosos como esconderijo, assim depois de matar alguns caçadores Macário se esconde no leprosário. Dias depois Macário acaba sucumbindo a besta e ataca uma casa de nobres que mantinham muitos escravos e que tratavam destes pobres coitados de forma cruel. Macário sacia-se com o sangue daqueles nobres não poupando nem as crianças da casa. Depois de libertar os escravos ele repousa despreocupado e ainda sob o efeito do prazer disfrutado não toma nem um cuidado com sua segurança e Al Cashamarun lhe encontra extasiado dormindo. Al Cashamarun manda colocar nos pés e mãos grilhões com espinhos de ferro depois ele á arrastado para um calabouço onde os Assamitas interrogam Macário que era suspeito de ser espião. Havia no calabouço outros cainitas aparentemente em torpor e humanos soldados de cristo sendo torturados, entre eles Belizário do Minho, jovem que não deveria ter mais de vinte anos. Durante a troca de guardas e o descuido de um dos torturadores que Macário lhe abraça mortalmente determinando a fuga que culminou na amizade de Macário e Belizário do Minho. A fuga foi precedida pela perseguição dos Assamitas e Macário foi eliminando um por um e refugiando-se em um depósito de mantimentos de um judeu. Foi assim que Macário e seu carniçal Belizário roubam o judeu e conseguem fugir para a cidade de Tiro onde os dois acabam comprando passagem para Constantinopla.
Em Constantinopla Belizário compra um prédio comercial e Macário busca ser aceito na comunidade cainita que na época estava em guerra com várias facções buscando o poder. Acabou fazendo amizade com o grupo Brujah que deu a Macário a total liberdade. Assim Macário viveu um bom tempo estudando teologia e aprendendo grego e aramaico.
Uma guerra entre os Clãs e o Príncipe Michael, acaba obrigando Macário escolher um lado e assim Macário conhece Michael o Patriarca do Clã Toreador que era de quarta geração. Havia naquela ocasião, alguns cainitas de geração antiga vivendo em Constantinopla. Entre estes um revoltoso Tzimisce de sexta geração que não tinha nome, pois, não possuía habilidade da fala. Alguns chamavam de “Demônio Carniceiro” e Michael queria mata-lo. Foi em uma noite de chuva em que Macário voltava da biblioteca e aconteceu o encontro mortal do dito Tzimisce. Ele estava massacrando uma família quando Macário ouviu os gritos e foi ver de perto. Ao constatar o que era não pensou e atacou o furioso Tzimisce que revidou. Logo mais dois cainitas do Clã Brujah juntaram-se no combate. Assim lutaram até que Belizário preocupado e pressentido algo errado com seu mestre vai ao encontro e testemunha o combate. Belizário ataca o monstro com sua espada ferindo o Tzimisce no braço, permitindo que Macário causa-se uma sequência de ataques mortais, contudo o “Demônio Carniceiro” era muito resistente e contra-ataca furiosamente Belizário deixando-o desacordado. Neste momento um dos cainitas já havia sucumbido á morte eterna. Macário preso pelos braços fortes do Tzimisce busca juntar um prato de prata que estava no chão e usando sua potência crava o prato na boca do oponente, enquanto o outro cainita morde a perna do Tzimisce arrancando parte dela. Na sequência, Macário solta-se do abraço e morde o pescoço do Tzimisce no diableire testemunhado pela escuridão e no último suspiro do “Demônio Carniceiro” ele consegue esmagar a cabeça do outro pobre cainita que lhe mordia a barriga. Depois de refazer-se Macário corta a cabeça do temido Tzimisce e acolhe seu amigo Belizário atendendo ao pedido do amigo, Macário abraça Belizário lhe dando o sangue maldito dos cainitas e assim evitando o fim da amizade entre os dois.
Macário na outra noite entrega para o Príncipe Michael a cabeça do temido monstro. Michael olha atentamente a deformidade que o “Demônio Carniceiro” causou em Macário puxando a orelha e maxilar fora de lugar. Michael em sinal de reconhecimento chama a Tzimisce Alexandra que com toques suaves e gentis coloca o rosto de Macário em harmonia, dizendo até que melhorou a aparência de Macário. Naquela noite Macário teve honras que incluíram Alexandra lhe praticando um coito tântrico. Foi lhe presenteado a propriedade de um sobrado na cidade de Roma e passagem para á viajem. Em troca Macário deveria manter correspondência secreta com Michael sobre o que o Papa se ocupava e quais eram as novas dos cristãos. E foi assim que depois de ter vivido algumas décadas em Constantinopla que Macário junto com sua cria Belizário segue para Roma, porém no caminho foram atacados por piratas gregos que afundaram o navio. Macário e Belizário escapam e nadam até uma ilha e lá ficam até que tempo depois surge um navio buscando comida e água. Os marinheiros foram feitos reféns e durante a noite os dois tomam o navio seguindo até um porto de pescadores ao sul da península itálica. Porém Macário não viaja para Roma, notícias diziam que os mouros haviam atacado o reino Visigodo despertaram o patriotismo de Belizário e foi assim que Macário muda os planos. Os dois Brujas viajam para Massália e lá Macário manda várias cartas para Michael. Macário e Belizário ficam morando em Massália durante duas décadas. Ao receber resposta das correspondências de Michael Macário e Belizário ficam sabendo que a propriedade que eles deveriam tomar posse em Roma havia incendiado e os moradores executados por práticas de bruxaria. Michael então pede desculpas e pede informações sobre a guerra iniciada pelos mouros e avisa que um amigo se juntaria nesta jornada e que ele deveria encontra-los na cidade de Paris. Macário e Belizário chegam á Paris alguns meses depois para encontrarem o amigo de Michael, chamado Oraborj o Suevo do Clã Gangrel, que foi encontrado em uma fazenda nos subúrbios de Paris. Juntos combinaram ficar algum tempo na “pocilga” assim chamada a Paris daquela época. Depois voltam para Massália e fixam residência durante mais algumas décadas. Macário mantém Michael informado durante seis décadas depois as cartas de Michael não eram mais recebidas. Macário pensou em voltar para Constantinopla, mas desiste pelo perigo que poderia ter que enfrentar. Os mouros atacavam Massália seguidamente e logo esta cidade poderia cair nas mãos dos mouros. Macário e seus amigos seguem para o norte da França junto com alguns peregrinos que migravam para o novo estado árabe na Ibéria. Macário, Belizário e Oraborj fixam residência em Toledo. Foram protegidos de Jorge Crespo do Clã Nosferatu. Em Toledo ficam morando até a saída dos mouros. Em um combate para fugirem de Assamitas Belizário abraça um soldado de nome Gonçalo Douro que era de Lisboa e servia as forças cristãs contra os mouros. A guerra era declarada e não havia lugar seguro em nem um lugar na Ibéria. Ao saberem das atrocidades cometidas por todos os lados em nome de Deus, Macário decide criar sua ordem e foi Jorge Crespo que lhe dispôs sobre política e filosofia nas seis décadas vividas em Toledo. Mas o Clã Lasombra lançava seu braço maquiavélico em Toledo e com isso os três Brujas viajam para Aragon com a intenção de juntar-se aos revolucionados.
E no ano de 1145 inicia os preparativos de Don Afonso Henriques para invadir a região de Lisboa. Alguns Cruzados e o grupo de Macário juntam-se ao exército de Don Afonso Henriques que haveria de ser o primeiro Rei Português.
Macário não era muito conhecido pelos cainitas da Ibéria, mas sua fama logo se espalhou. Todos conheciam como “o Penitente”, pois muitos boatos remetiam a possibilidade dele ter sido um homem santo. O fato de usar uma tatuagem com forma de uma cruz no peito e de ler livros que abordavam a teologia cristã deixava aflito outros cainitas. Outros que usavam o seu nome apareciam aproveitando a fama do cainita “Penitente”.
Macário ao fixar residência em Lisboa escreve seu código que logo foi aceito pelos seus amigos e seguidores. Este código era diferente de todos os já criados pelos cainitas. Dizia que nem um cainita deveria criar novos membros, somente se houvesse perda na população; nem um cainita deve expor sua fúria na presença dos humanos; todos os humanos devem ser respeitados por ser fonte de alimento dos cainitas e o pagamento anual do dizimo, uma quantia de lucro ou a prestação de serviço para o grupo. Mas a mais importante das leis permitia a formação de um conselho que considerava a habilidade de cada membro para exercer uma função dentro das regras determinadas por Macário. Macário também defendia o aprendizado dos cainitas, aproveitando o tempo ocioso que todos tinham. Assim Macário controlou a região cercado pelos Lasombra do lado cristão e pelos Assamita do lado dos mouros.
Macário era considerado o Príncipe de Lisboa, porém, somente Belizário e Ayzebel que mantinham o controle dos cainitas de Lisboa. Macário raramente aparecia nas reuniões e somente seus mais chegados irmãos conviviam com ele. Talvez o fato de ter oitocentos e vinte anos aproximadamente, deixava-o isolado em pensamentos mais profundos.
No ano de 1211, com a morte de Don Sancho I desperta muita ansiedade entre os cainitas o fato de que o herdeiro tinha amizades com pessoas ligadas a Vicente Cardona, conhecido líder dos Lasombras que tinha interesse na região e via Macário como um obstáculo a ser vencido. Pensando nisto Macário pede para Oraborj o Suevo viajar para Constantinopla em busca de notícias de Michael e também pedir ajuda para a possível guerra contra os Lasombra de Vicente Cardona.
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